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Saiba quais as opções de financiamento imobiliário

Publicado em 03 de Novembro de 2015 às 03:26 PM

A advogada Marina Paula de Faria, do Hatada Advogados, destaca as recentes mudanças para financiamento da Caixa e cita outras possibilidades para quem deseja adquirir um imóvel no ano de 2015:

A Caixa Econômica Federal, maior concessora de empréstimos para compra da casa própria no Brasil, segue o ano de 2015 tomando medidas que restringem o acesso ao financiamento imobiliário. Por outro lado, bancos como o Itaú e o Banco do Brasil têm ampliado os recursos disponíveis para habitação.

A Caixa aumentou os juros, entre 8,80% e 9,45%, e reduziu o percentual máximo para financiar imóvel pelo SFH (Sistema Financeiro da Habitação), de 80% para 50%, e pelo SFI (Sistema Financeiro Imobiliário), de 70% para 40%.

Outra mudança foi a diminuição do valor máximo para financiar imóvel com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) dentro do programa Pró-Cotista (destinado a quem ganha acima de R$ 5 mil), que caiu de R$ 750 mil para R$ 400 mil.
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Antes de adquirir um imóvel é importante tirar dúvidas sobre as melhores opções de financiamento de acordo com seu perfil (Foto: Shutterstock)

Quem tem contrato de financiamento na Caixa com recursos da poupança por meio do SBPE (Sistema de Poupança e Empréstimo) não pode mais receber outro crédito dessa linha. Essa regra vale apenas para a linha de crédito que usa recursos da poupança e não para a que usa o FGTS.

No entanto, há outras possibilidades para adquirir a casa própria:

Minha Casa, Minha Vida: Programa habitacional popular do governo.

O interessado deve ter renda entre R$ 1.600 a R$ 5 mil e adquirir imóvel com o teto máximo de R$ 190 mil. O benefício dessa modalidade são as taxas de juros menores, que vão de 5% a 7,16%, com uma entrada a partir de 10%.

Consórcio: As vantagens dessa alternativa de empréstimo são: os juros baixos; a possibilidade de usar o FGTS para dar lances e receber a carta de crédito rapidamente; o prazo para a liberação, que varia entre 60 a 180 meses.

No entanto, quem escolher essa opção não pode ter pressa para mudar, pois tanto pode ser o primeiro a ser contemplado como o último.

As taxas de administração, adesão e os seguros, podem comprometer até 20% as prestações. E ainda, há o risco de o valor não ser suficiente para aquisição do bem pretendido na liberação da carta de crédito.
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Quem faz um consórcio não pode ter pressa para mudar, pois não há data fixa de quando será contemplado (Foto: Shutterstock)

Financiamento direto com a construtora: Essa alternativa de crédito é indicada para quem quer adquirir o bem no valor acima de R$ 500 mil e pretende quitar as parcelas em pouco tempo.

A vantagem dessa escolha é dar uma entrada menor do que no empréstimo com banco e ter a facilidade de negociação com o incorporador. Com essa opção há menor rigidez para conseguir a concessão do financiamento e, no caso da impossibilidade de cumprir o contrato, é possível realizar um acordo.

O problema dessa escolha está na cobrança dos juros, de 12% ao ano mais o IGPM (Índice Geral de Preços- Mercado), após receber as chaves, levando a um aumento considerável do preço final.

Cotação em bancos privados: A possibilidade de financiar o imóvel com instituições privadas pode ser uma boa alternativa, pois o valor de entrada é menor do que tomar empréstimo com a Caixa.

O consumidor que tem um bom relacionamento com o banco pode conseguir juros menores. Antes de fazer a escolha é indicado pedir para todas as financeiras o Custo Efetivo Total que vai mostrar todas as parcelas do financiamento, incluindo taxas e seguros.

Fundo de reserva: Junte dinheiro para dar uma boa entrada, com o uso do FGTS e o dinheiro guardado na poupança ou em outras aplicações.

Além de dar um sinal considerável para a compra do bem, o dinheiro guardado será fundamental para o consumidor fechar um contrato mais vantajoso.

As vantagens são ter um bom desconto no preço do imóvel, pois as construtoras estão querendo vender suas unidades em estoque, bem como, negociar melhores taxas de juros.

Composição de renda: A junção de rendas entre marido e esposa, ou outra pessoa com quem tenha vínculo confiável, é uma boa alternativa para usar o FGTS dos participantes e dar uma boa entrada na aquisição do imóvel.

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